sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Reino de Pedra



O Sonho (604 A.C)



Em uma noite qualquer, um Rei poderoso se revirava em sua cama. Ela estava tendo um sonho aterrorizante. Em sua mente, O Rei Nabucodonosor via uma imensa estátua de extraordinário esplendor que estava em pé diante dele.



O Rei estava apavorado, pois nunca tinha tido uma visão como aquela. De alguma modo ele percebeu que esse não era um sonho qualquer e que tinha algum significado. A cabeça era feita de ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e o quadril de bronze, as pernas de ferro, e o pé e os dedos eram parte de ferro e parte de barro. (Daniel 2:32-33)



Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os destruiu.
Então, foi juntamente destruido o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a terra. (Daniel 2:34-35)



Mas então o Rei viu esta pedra, que tinha acabado de destruir a estátua, crescer para se tornar uma gigantesca montanha que encheu toda a Terra. Em desespero o grande Rei acordou do seu sonho. Ele sabia que tinha sonhado um perigoso e maravilhoso sonho.



Mas quando O Rei acordou, ele pensava e pensava e não conseguia se lembrar.



De manha o Rei procurava por alguém no seu vasto império que poderia ajudá-lo a lembrar qual era o seu sonho e o que ele significava. Mas todos os sábios e feiticeiros do reino lhe diziam a mesma coisa:



“Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.” (Daniel 2:4)





“Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação.” (Daniel 2:7)



Mas o Rei não lembrava e queria a interpretação. Então os feiticeiros, encantadores e sábios do reino lhe disseram:



“Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu.
A coisa que o rei exige é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens.” (Daniel 2:10-11)





A resposta deles enfureceu o Rei Nabucodonosor. Em sua ira ele ordenou a execução de todos os sábios e feiticeiros do seu império, porque a sabedoria deles era inútil quando ele mais precisava.



Mas entre todos os sábios do império existia um jovem especial, chamado Daniel. Ele vivia na Babilônia há pouco tempo, porque tinha sido trazido como prisioneiro de Jerusalém.



Os Babilônios invadiram a Terra Santa e levaram como prisioneiros todos os homens fortes e inteligentes para servir o grande Rei Nabucodonosor, e Daniel foi um deles. Nascido da tribo de Judá, Daniel era parte da família real de Israel. Embora Israel tenha sido a terra onde Deus escolheu seu povo, o povo de Israel já tinha a muito tempo se tornados injustos e indignos de Deus.



A invasão dos Babilônios trouxe uma justa disciplina sobre Israel por causa da sua infidelidade. E Daniel, estava agora recebendo a disciplina que os pecados dos seus pais e dos seus avós trouxeram sobre todos os Israelitas.



Mas Daniel tinha um coração diferente de que seus antepassados rebeldes. Daniel amava ao Deus de Israel de todo o seu coração.Ele não queria fazer nada errado. Mesmo em uma terra de ímpios, ele se manteve puro e justo. E embora fosse um babilônio há pouco tempo, seu bom comportamento já tinha lhe dado uma reputação de sábio e respeitado jovem.



Então quando saiu a ordem de executar todos os sábios, Daniel estava incluído nessa “lista”. Os guardas do Rei vieram aprisionar Daniel com todos os outros. Eles contaram a Daniel o que aconteceu e que nenhum sábio tinha conseguido ajudar o Rei.



Daniel Sabia que apenas o seu Deus, O Deus de Israel, poderia revelar esse mistério. Daniel então foi a Rei e requisitou que o Rei lhe desse um tempo, para que ele interpretasse o sonho para o Rei. Então Daniel se encontrou com seus companheiros, e oraram para o Deus de Israel ter misericórdia deles.



A noite, Daniel recebeu a visão de Deus. Ele acordou e sabia sem duvidas qual foi o sonho do rei e sua interpretação. Rendendo graças a Deus, ele foi rapidamente ao palácio do grande Rei.



Quando chegou na presença do Rei, Daniel não perdeu tempo e já deixou claro que ele não merecia crédito nenhum por ter descoberto a resposta para o sonho do Rei. Foi o Deus dos céus, o Deus de Israel, que merecia toda a glória. Então Daniel descreveu perfeitamente a estátua que o Rei tinha sonhado: a cabeça de ouro, o peito de prata, abdômen de bronze, pernas de ferro, e pés e dedos misturados de ferro e barro. Ele também descreveu a Pedra que destruiu a estátua e se tornou uma grande montanha.



Enquanto Daniel falava, a memória do Rei testificava a verdade no que ele estava dizendo. Respeitosamente, Daniel deu ao Rei a interpretação do seu sonho. Então esse Rei Poderoso, o homem mais poderoso da Terra, se prostrou a Daniel, com sua face ao chão em frente a Daniel declarou:



  Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério. (Daniel 2:47)



A Interpretação



Qual foi a interpretação do sonho misterioso do Rei Nabucodonosor? O que Daniel disse que fez o poderoso Rei o reconhecer como um verdadeiro profeta, aquele que falava com as palavras de Deus? E o que as palavras dele significam para nós hoje?



A cabeça de Ouro significava o Império Babilônio.



Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória;
a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro. (Daniel 2:37-38)



Ele seria sucedido por três Reinos inferiores ao Babilônico, um de prata, um de bronze e um de ferro, que se misturaria com o Barro.



Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.
O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará.
Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.
Como os artelhos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil.
Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. (Daniel 2:39-43)



A história mostra a perfeita interpretação de Daniel. Três impérios sucederam o império Babilônico no domínio do mundo: Medo-Persa (Prata), Grego (Bronze), e o Romano (Ferro).



Cada um era inferior ao seu antecessor em termos de autoridade do Imperador. Mas por outro lado, cada governo sucessivo era mais forte, pois o ferro é um metal mais forte e resistente que o bronze, o bronze mais forte e resistente que a prata e a prata mais forte e resistente que o ouro.   



Mas e a Pedra? O que é? E quando vira? Toda a história está esperando pela resposta. Uma coisa é certa sobre a Pedra. Ela não é parte de estátua, mas é o quinto e ultimo Reino, que dominará toda a terra. Esse reino era um Pedra que foi cortada sem o auxilio de mãos humanas (Daniel 2:34). Isso significa que esse Reino de Pedra será um que o Deus de Israel vai erguer, e que nunca será destruído. Depois de colocar um fim aos outros Reinos, esse reinará para sempre. Mesmo Daniel sabendo que isso tudo aconteceria em um futuro muito distante, ele se alegrou em saber que o Reino de Pedra do seu Deus dominaria toda a Terra.



A conclusão de Daniel foi:



Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; destruirá e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,
como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela destruiu o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação. (Daniel 2:44-45)





Hoje é o futuro e a pergunta permanece: Quem é a Pedra?



Os quatro primeiros Reinos representados na estátua eram Reinos naturais, estabelecidos pela força de exércitos, controlando o mundo em suas respectivas épocas. Mas o quinto Reino é um Reino espiritual, cortado sem auxilio de mãos humanas. Esse Reino, o Quinto reino, é um Reino de amor, mais poderosos que todas as forças do mal que devastaram o mundo por séculos. Esse Reino é uma Nação Santa, as doze tribos espirituais, de acordo com as palavras do profeta Isaías:



ele diz: Para você é coisa pequena demais ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até os confins da terra. (Isaías 49:6)



Esse povo será uma luz, que ilumina dentro do coração de cada pessoa que vive na terra. A demonstração de amor e unidade que vai brilhar desse Reino de Pedra vai expor todo o mal e perversão da ultima geração da história da humanidade. Esse povo Santo que será a Luz de Deus para as nações, e para os governos do mundo. Foi isso que o filho de Deus quiz dizer quando disse:



 E será pregado este evangelho DO REINO por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)




A Realização da Profecia



Nós sabemos que Deus vai formar um Reino que nunca será destruído e que esse Reino será formado nos dias desses “Reis”, porque Daniel 2: 44-45 diz isso. Então sabemos que que a “Pedra” não pode aparecer antes do que esses “Reis”.

Para entender que são esses “Reis” temos que ver o que Daniel diz sobre o Quarto Reino em Daniel 2:33-35; 40-43.



Resumindo é isso: O quarto Reino são duas Pernas de Ferro, com pés e dedos feitos de uma mistura de ferro e barro. Como o Ferro quebra todas as coisas (Daniel 2:40), assim ele se destruirá e destruirá todos os outros Reinos.



Como os pés e dedos são uma mistura de ferro e barro, esse Reino será em parte forte e em parte frágil. Como o barro não se mistura com o ferro quando misturado, esse quarto reino não terá integridade. Embora tenha a força do ferro, estará em sua essência dividido, e então não conseguirá ficar em pé. Quando acertado pelo “Reino de Pedra” que não é dividido, mas em perfeita unidade, o quarto reino vai quebrar em pedaços e ficar em pó.



O Império Romano (Ferro, Quarto Reino) começou como uma Governo Civil, mas se tornou um império religioso quando o Imperador Constantino abraçou o cristianismo em 312 D.C (Édito de Milão) e fez do Cristianismo a Religião oficial do Estado de Roma. A História claramente mostra a divisão desse “Império Romano Santo” em duas partes: A parte ocidental onde a capital era Constantinopla, e a parte oriental onde a capital era Roma. Essa divisão, causada por divisões religiosas é geograficamente representada pelas duas pernas de ferro da estátua. Como resultado, o império perdeu o status de força mundial, mas nunca perdeu sua influencia religiosa como podemos ver nos dias de hoje pela Igreja Católica Romana que detém a maioria dos chamados “Cristaos”.



A influencia da cultura e das leis Romanas é a fundação da Europa, apesar da identidade de diversos países. A Semente da civilização Ocidental plantada em Roma é a base para a unificação das fronteiras, que hoje já está se tornando realidade... ver o post sobre os Dez Reis aqui



Hoje estamos vivendo nos dias dos pés e dedos da estátua, diferente das pernas, mas contendo muito da sua essência. Não existiu nenhum império mundial desde que Roma caiu. Nesses 1500 anos, monarcas e exércitos fizeram várias tentativas para reviver o Império Romano unindo a Europa. Mas todas as tentativas falharam. A profecia é clara que os dez dedos são parte do quarto Reino.



Mas uma passagem paralela em Daniel 7 deixa tudo mais claro. Em outra visão, Daniel vê um numero de Bestas, a quarta é terrível e apavorante, devorará toda a terra. Essa Besta tem 10 chifres.



Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.
Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. (Daniel 7:23-24)



Esse dez Reis se levantando no Quarto Reino é uma claro paralelo aos dez dedos do sonho de Nabucodonosor. Daniel em sua interpretação fez repetidas referencias aos dedos da estátua, chamando atenção para eles (Daniel 2:41-42) (“Artelhos” na ACF).



E então ele diz: “Mas, nos dias destes Reis” (Daniel 2:44). Aqui “destes Reis” significam os Reis de ferro misturados com barro. Existirão 10 governos que se levantarão dos domínios do Quarto Reino e constituirão uma expressão modificada do Quarto Reino.



A Profecias dos 10 Reinos pode ser vista aqui, se não você pode ficar boiando.




A “PEDRA”: Quem é? E quem não é?



Qualquer Reino que teve origem antes dos dias dos 10 Reis está completamente desqualificado. As Escrituras dizem que a “Pedra” e os dedos são ambos formados  quase ao mesmo tempo. Portanto nenhum movimento espiritual formado antes do meio do século vinte poderia ser a “Pedra”. Pois foi no século vinte que começou a se formar os 10 Reis. Então isso elimina qualquer denominação Cristã.



A Pedra é central e suprema no propósito de Deus para seu povo: Ela traz um fim aos Reinos do mundo, colocando um Reino eterno no lugar, O Reino de Deus. Esse é um contraste dramático com a Religião Cristã, que está fortemente envolvida com os reinos do mundo, os apoiando, os fortalecendo, e até procurando ter domínio sobre eles. Isso é exatamente o que Jesus teve que enfrentar quando lidava com o Judaísmo. Os Judeus do tempo de Jesus tinham se esquecido do seus propósito de ser a luz para as nações e faziam para o seu próprio conforto e segurança. A Religião deles era fazia e vã.



Foi por isso que eles disse aos Religiosos do seu tempo:



Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos.
Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. (Mateus 21:43-44)



A Semelhança das palavras de Jesus com as de Daniel de uma Pedra destruindo o mundo não é uma coincidencia. Jesus é claro sabia do Quinto e ultimo Reino. O Privilégio de ser aquela “Pedra”, o Reino, seria dado a um povo que produziria o fruto para ser digno desse Reino.



O Fruto definitivo que Deus está procurando é a total destruição dos “Reinos desse Mundo” (Apocalipse 11:15), e então nenhuma outra nação dominaria sobre Israel de novo. Aqui a Israel espiritual, e não a Israel física, do pais Israel.



Esse é o foco hoje, abolir todo o governo, autoridade e poder que não seja o de Deus.



E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. (1 Corintios 15:24)



Mas isso não vai ser feito por força ou guerras. A nação que produz o fruto do Reino vai, pela sua vida de obediência a palavra do Criador, se levantar como um exemplo de justiça pelo qual Jesus vai poder julgar o mundo inteiro. Essa será uma Nação Santa. Quando essa demonstraçao do Reino confrontar o “mundo” com a opção de obedecer a Deus ou o rejeitar, então o fim virá. Ele enviará seu filho para julgar a Terra, removendo todo vestígio dos “Reinos do Mundo”, estabelecendo o Reino de Deus, e trazendo a paz eterna. (Apocalipse 19:11-16)



Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.
Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo.
Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus;
e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro.
Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.
Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. (Apocalipse 19:11-16)



Essa escolha de obedecer ou rejeitar a Deus é o que Jesus estava falando quando disse:



Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. (Mateus 21:44)



Aqueles que abandonarem suas vidas independentes e cheias de Egoismo, e se render ao Rei do Reino de Pedra verão a dureza dos seus corações serem destruídas e ficarão em pedaços para o Espirito do Amor vir e habitar entre eles. Para aqueles que se recusarem a cair sobre a Pedra e ser quebrado nos últimos dias, esses farão parte de Reino do Mundo que ficará reduzido a pó e nunca serão restaurados.


Ecumenismo

O Reino de Pedra da profecia de Daniel incluem tanto o Rei e todos aqueles que são obedientes aos seus mandamentos. E o seu mandamento é esse: Que amem uns aos outros como ele nos amou. O Reino de Pedra é um Reino de Amor. É um poco habitando juntos em unidade. A unidade que o Reino de Pedra expressa será a resposta para a oração de Jesus:

a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;
eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. (João 17:21-23)

Essa unidade é uma unidade sem diversidade, uma unidade com o compromisso de ignorar diferenças. Isso só é possível pelo amor. É a mesma unidade que o Pai tem com o filho (e sabemos que eles não tem diferenças de opinião ou doutrinas). Essa unidade era evidente nas comunidades do primeiro século. O Espirito do amor era derramado em seus corações e o resultado era...

Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. (Atos 4:32)

Mas não demorou muito para esse amor esfriar. E um evento logo aconteceu e mostrou claramente que eles perderam a esperança de ser o Reino de Pedra.

Quando o Vida do Espirito morreu na igreja primitiva, ela irreversivelmente se dividiu em Igreja Católica Romana e Igrejas Ortodoxas Ocidentais. Essa divisão significava que eles não eram mais “uma” igreja. Eles não estavam mais unidos sob uma Cabeça. Essa divisão nunca foi curada, eles nunca mais resgataram a unidade e pura devoção que evidenciava a Igreja primitiva. Na verdade, é impossível que essa divisão seja concertada.

Enquanto muitos Cristãos sinceros trabalham em direção a uma unidade dentro do movimento ecumênico, uma unidade verdadeira nunca poderá acontecer entre essas denominações e divisões caídas.

O nome de Deus continua a ser desonrado entre as nações do mundo, e Jesus esta continuamente sendo exposto ao ridículo e a vergonha por causa da hipocrisia, divisões, e denominações que são promovidas por aqueles que dizem conhecer o filho de Deus.

Hoje existe um grande debate e controvérsia sobre um proposta de reunir o Catolicismo Romano e a Igreja Ortodoxa Ocidental. Embora tenham estado dividas por séculos, eles continuam a acreditar que podem se unir sob o verdadeiro Espirito de Deus, onde não há divisões.

O mesmo é verdade para todas as denominações Protestantes, mesmo que sua divisão esteja começando a ser mascarada por uma chamada “unidade espiritual”onde todos concordam em discordar. Essa não é a unidade que Paulo pregava...

Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. (1 Corintios 1:10)

Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; (Filipenses 1:27)

... e essa não é a unidade que Jesus pregava...

Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;
eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. (João 17:22-23)

Isso não é nada menos que uma frade, que vai parecer correta e genuína para todo mundo, menos para os escolhidos de Deus. (Escolhidos, mas sem nenhuma relaçao com o Calvinismo.. ler o post sobre o Calvinismo)

O Cristianismo, tanto Católico, Protestante ou ecumênico, não pode ser a PEDRA, porque já existe a séculos. Daniel 2:44 deixa claro que o Reino de Pedra não pode começar a ser cortado da montanha até que os dez dedos, ou dez Reis, estejam vivos na Terra.

Mas se o Cristianismo não é o Reino de Pedra, quem é? E como isso tem relação com a profecia dos dez Reis?

A Aliança Profana

Com um pretexto de trazer de volta a dignidade para a sociedade, existe um “esquema” nos círculos políticos e religiosos hoje em dia; Pessoas que acreditam que os propósitos de Deus na Terra será melhor realizado se os Cristãos tiverem o poder politico.

A historia nos mostra o que acontece quando lideres Religiosos controlam a Politica. Desde o tempo de Constantino, Religião e Politica não se juntaram sem derramar sangue. Os Católicos mataram seus heréticos e os Protestantes mataram os seus. Quase todos perseguiram os Judeus. Essas opressões religiosas apenas a pouco tempo foram restringidas em países como os EUA.

Apesar disso, muitos cristãos acreditam que o Reino de Deus virá a Terra através de uma mistura entre o barro da Religião e o ferro do Governo outra vez. É fácil se enganar que o pé e os dedos de ferro e barro misturados pode ser o Quinto Reino. Mas não importa quando barro seja adicionado ao mundo, ele nunca vai se tornar o Reino de Deus, ele vai sempre ser uma extenção do Quarto Reino, as pernas de ferro.

O livro de Daniel deixa claro que os 10 reis vão vir do Quarto Reino (Daniel 7:7,23,24)

Os dois elementos, Barro e Ferro, que nunca se misturam, são a democracia social e o ecumenismo, pois um é politico e o outro religioso. Apesar de uma aparência de Paz mundial e unidade, isso vai ser apenas uma “fachada” que enganará a todos menos os escolhidos (Aqui quando digo escolhidos, nada tem a ver com Calvinismo, mas os que se fizeram escolhidos por Deus).

Vai parecer que isso é a resposta para os problemas do mundo, como a fome, desastres naturais, aumento da população , etc. Mas isso vai ser uma mentira.

O mais interessante é como os Dez Reis virão ao poder. O livro de Apocalipse também profetiza sobre os Dez Reis. O Profeta João teve a visão...

 Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas,
com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra.
Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres.
Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição.
Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.
Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto. (Apocalipse 17:1-6)

E a explicação dessa visão por um anjo revelou que...

Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora.
Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem...
... A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra. (Apocalipse 17:12,13,18)

Claramente os Dez Reis virão ao poder por debaixo da saia dessa “prostituta”.

Muitos dizem que isso significa que a Prostituta é a Igreja Católica. Mas isso não lhe parece um retrato do  papel do Cristianismo em geral na humanidade?

O cristianismo não tem continuamente adulterado e manipulado as palavras de Deus para obter o poder e a riqueza que nosso mestre Jesus pregava contra.

Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.
Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome,
porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lucas 12:32-34)

O Cristianismo em geral não tem se unido com os comandantes desse mundo desde os dias de Constantino para segurar uma influencia mundial e ter poder? O Cristianismo não tem usado sua influencia para derramar o sangue daqueles que tem uma doutrina diferente? E os comandantes desse mundo não tem sempre usado a influencia do Cristianismo para motivar a população a obedecer leis, ir para a guerra, votar, etc?

Sim, os lideres Cristãos, Desde os Papas da idade média até os Billy Grahams, Silas Malafaias, etc, de hoje tem mantido uma aliança profana com os lideres políticos, cada um explorando o outro para o seus próprios interesses.

Já foi documentado e concluído que o Papa João Paulo II é a figura POLITICA mais influente do século vinte, sendo muito influente na reconstrução da Europa, incluindo alguns eventos como a derrubada do Muro de Berlim. Então não é uma surpresa que os Dez Reis vão surgir sobre a influencia do Cristianismo, e vice e versa.

Mas Quando?


Os Dez Reis

Tendo começado no quarto século, por volta de 1054 D.C o cisma entre o Catolicismo Romano e a Ortodoxia Oriental previu a queda do Quarto Reino. Muito parecido com isso, a unificação do Cristianismo através do movimento ecumênico é um sinal da vinda dos Dez Reis (Dez Dedos) em uma unidade que vai reviver o Quarto Reino com o tamanho de um Governo Mundial, como era o Império Romano.

A União Européia e sua moeda única é o começo. Em pouco tempo, O alvo do movimento ecumênico é alcançar o todo o mundo Cristão em uma unidade que vai unir as nações do mundo, e ai teremos Paz e proteção. Assim podemos ver que o propósito do ecumenismo é ser o catalizador cristão que vai unir os Dez Reis do mundo.

Para entender sobre os Dez Reis, ler aqui se ainda não leu.... sem esse texto sua compreensão ficará incompleta.

O Poder do Amor

O Evangelho do Reino de Pedra será pregado e proclamado no mundo inteiro como uma demonstração para todas as nações, e então o fim virá.

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mateus 24:14)

Esse Reino de Pedra será o Reino de Jesus e que será sustentado por amor. Esse será seu corpo, a SUA NOIVA, perfeitamente em amor. Esse evento trará o fim dessa era. É essa Pedra que fará o Gigante, a grande estátua, o governo mundial, cair e ser destruído e então o governo de Deus reinará sobre toda a Terra. Isso vai acontecer porque o Filho de Deus vai abrir os céus e retornar, onde estiverem pessoas de fé unidas para recebê-lo.

Esse será o povo de Daniel...

Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. (Daniel 12:1)

Esse é o Quinto Reino, o Reino de Pedra. Essa Pedra vai trazer um fim à história do mundo nessa era. E vai prevalecer para sempre e nunca será destruído.

Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, (Daniel 2:44)

E Agora uma pergunta importante...


Onde você está? Levando em consideração Daniel 2.

Você tem uma parte no "Quarto Reino" de ferro misturado com barro? (Daniel 2:43). Ou você faz parte da pedra que vai por um fim ao "Reino do Mundo"? (Apocalipse 11:15; Daniel 2:44). A pedra é o Reino de Deus.

E se você fosse parte do pé da estátua, a parte de barro? Lembrem-se o ferro é o Governo, o barro a Religião. E se você fizer parte da "igreja" que é chamada de "Meretriz" em Apocalipse 17 e 18? Essa "Mulher" era pura, mas se transformou em todas aquelas coisas ruins descritas em Apocalipse 18:2. Lembrem-se, a Besta é o Governo, A mulher a Religião. Um dia ela vai montar sobre a Besta e dominar todos os Reis da Terra (Apocalipse 17:3,18). No próximo dia ela está embriagada com o sangue dos Santos (Apocalipse 17:6).

TENHA ABSOLUTA CERTEZA que você NÃO está na Mulher que está sentada sobre a Besta.

Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. (Apocalipse 17:3)

TENHA CERTEZA ABSOLUTA que você ESTÁ na Mulher vestida com o Sol, e com uma coroa de Doze estrelas na cabeça.

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, (Apocalipse 12:1)

Ela é a Mãe de todos aqueles que guardam os mandamentos de Deus e vivem o Testemunho de Jesus.

Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar. (Apocalipse 12:17)


Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós (Gálatas 4:26)

Ela é a noiva do Messias, que será a sua esposa em Apocalipse 21:9

E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.
E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. (Apocalipse 21:9-10)

E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. (Apocalipse 21:12)

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. (1 Pedro 2:9-10)


A Mulher má persegue a Mulher noiva do Cordeiro em Apocalipse 17:6, e não ao contrário.

Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também agora. (Gálatas 4:29)

Então tenha absoluta certeza que você está na Mulher Certa. As Características de cada mulher são claras e evidentes. Examine as qualificações de cada mulher e analize quem se encaixa na descrição da Prostituta e quem se encaixa na descrição da Noiva.

A Prostituta era boa no começo, mas se tornou corrompida (Apocalipse 18:2). Ela era correta no inicio e ninguém nunca imaginou que ela cresceria desse jeito e morreria... mas ainda jovem ela mostrou sinais de estar se desviando. Olhe para o inicio, até o terceiro século, mas depois na idade média, e depois a reforma protestante...

Sim, ela tentou se reformar, mas com um grande custo, a morte de centenas de inocentes com doutrina suspeita... Isso lhe parece uma Mulher reformada?

A sua maldição foi decidida naquele tempo, não tinha mais volta.

Então ela agora é uma Prostitua Adulta, tentando encobrir as suas inconsistências podres com todos os tipos de justificações. Mas existem os que conseguem ver através da maquiagem. A sua história nos mostra a verdade não importa quão bonita ela se vista e se pinte nos domingos de manha.

Existe uma outra mulher que é pequena, simples e sincera. Ela também poderia se desviar, com todas as forças do mal que com certeza miram ela para fazer com que ela siga o mesmo caminho daquela velha prostitua.

Mas com a Graça e o poder que Deus prove, ela vai conseguir.

Seja sábio e seja encontrado na mulher correta, a pura. Porque a sua substancia é uma Pedra Sólida, e apenas lá você pode encontrar as qualidades de uma Pedra que pode destruir a estátua de Daniel 2.

Então onde você está? Na Mulher Pura ou na Prostituta?


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As Cruzadas

Continuando a história dos posts anteriores “Édito de Milão”, “Concilio de Nicéia”, e “De Nicéia até as Cruzadas”, agora chegamos nas Cruzadas...



Quando os Turcos tomaram Jerusalém em 1071 e prosseguiram para conquistar quase todas as províncias Bizantinas na Ásia menor, o Imperador Bizantino, Aleixo I, estava desesperado por ajuda. Sabendo que os Cristãos Ocidentais estavam mais preocupados em assegurar seu acesso para a Terra Santa do que em salvar o império, Alexius I pediu ajuda urgente ao Papa.



Tendo alcançado a estabilidade no Ocidente, Aleixo pode voltar sua atenção para as graves dificuldades econômicas e à desintegração das defesas tradicionais do império. No entanto, ele ainda não tinha pessoal suficiente para recuperar os territórios perdidos na Ásia Menor e para avançar contra os turcos seljúcidas. No Concílio de Piacenza em 1095, os enviados de Aleixo falaram com o Papa Urbano II sobre o sofrimento dos cristãos do Oriente, e ressaltaram que sem a ajuda do Ocidente, eles continuariam a sofrer sob o domínio muçulmano. Urbano viu no pedido de Aleixo uma oportunidade dupla: fazer vínculos de amizade na Europa Ocidental e reforçar o poder papal. Em 27 de novembro de 1095, o Papa Urbano II convocou o Concílio de Clermont, e exortou todos os presentes a pegar em armas sob o signo da cruz e iniciar uma peregrinação armada para recuperar Jerusalém dos muçulmanos no Oriente. A resposta da Europa Ocidental foi esmagadora. (Wikipédia)



Para o Papa Urbano II, o apelo para começar uma “guerra santa” contra a “raça impura” dos turcos islâmicos estava alto. As guerras feudais pela Europa ameaçavam a supremacia do Papa sobre o Cristianismo. A idéia dele foi de trazer paz a Europa colocando um inimigo comum tanto para o Cristianismo quanto para o Império, e ao mesmo tempo reforçava a sua autoridade como Papa.



O Papa Urbano II fez um ótimo discurso, em Clermont na França, para chamar os soldados, os religiosos e a população em geral para a “guerra santa”. O discurso foi tão convincente, que ao final dele as pessoas diziam:



“Essa é a vontade de Deus”



O Papa Urbano confirmou a chamada. Mais ou menos 50 mil soldados cristãos responderam ao chamado do Papa e marcharam a Jerusalém para “Tomar a cidade da Raça impura”.



Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. (Tiago 3:18)



Estando então equipados com a confiança de que estavam fazendo a “vontade de Deus”, os “Cruzadores” (soldados) partiram para Jerusalém. Ao final de sua peregrinação eles atacaram os Turcos na cidade santa de Jerusalém, erguendo a voz e dizendo “É a vontade de Deus”.



Seria o massacre de Pagãos ou infiéis a vontade de Deus? A maioria dos Cristãos hoje diria que não.



Mas na história do Cristianismo matar não cristãos em uma “guerra santa” não imputava culpa nenhuma para a pessoa, pelo contrário, imputava mérito.



A doutrina de Agostinho de Hipona sobre a guerra, e perseguição de heréticos e não cristãos levou a uma crença de que pela espada chegaríamos a alcançar a causa de Jesus e seu Reino.



E, vendo os que estavam com ele o que ia suceder, disseram-lhe: Senhor, feriremos à espada? E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. E, respondendo Jesus, disse: Deixai-os; basta. E, tocando-lhe a orelha, o curou. (Lucas 22:49-51)

As Cruzadas são os eventos mais conhecidos da Idade Média. O Papa Urbano II chamou em Novembro de 1095 a primeira das oito Cruzadas.

Primeira (1096-1099), Segunda (1147-1149), Terceira (1189-1192), Quarta (1202-1204), Quinta (1218-1221), Sexta (1228-1229), Sétima (1248-1254), Oitava (1270-1272).

O tamanho da violência liberada contra o “inimigo”, que eram chamados de “uma raça amaldiçoada, uma geração que não tinha o seu coração na direção correta, e que o espírito não estava com Deus”, tem efeitos até os dias de hoje, e também as razões que desencadearam essa guerra. As palavras do Papa fizeram com que esses “inimigos” fossem considerados injustos de viver se não tivessem a “fé católica”e não se rendessem a “Santa igreja”. (Pope Urban’s Clermont Address, “as recordered by Robert the Monk, in Encarta 2000 encyclopedia)

Esse “inimigo”, os Turcos Seljuks, nunca ameaçaram nenhum nação Católica Romana. Eles nem mesmo tinham fronteira com uma. Por muitos anos eles permitiam os peregrinos cristãos a entrar na Terra Santa de Jerusalém e adorar a Cristo, mesmo sendo de Religião diferente da deles.

Essa “raça impura”, como o Papa Urbano os chamava, e a sociedade islâmica em geral, deu muitos sinais de ser menos “alienados” do que seus inimigos cristãos, e podemos ver isso por como eles tratavam uns aos outros e aos seus inimigos.

Will Durant, em seu livro chamado “The Age of Faith, The Story of Civilization” diz que os Muçulmanos eram mais misericordiosos que os Cristãos, que eles mantinham suas palavras mais freqüentemente que os cristãos e mostravam mais misericórdia com os derrotados nas batalhas. 

Isso ia além do entendimento dos Cristãos europeus da época. Suas crenças religiosas não levavam em conta a lei natural, ou o conhecimento intuitivo do bem e do mal. Os Cristãos não levavam em consideração que existe bondade naqueles fora da “Santa Igreja”. Com uma fé imoral, todos os não cristãos eram definidos como “malignos” e sem “direito de viver”.

Os Turcos Seljuks então lutaram contra o Império Romano, mas como está documentado na história, eles não eram tão poderosos como os Cruzadores Cristãos. Em uma batalha sangrenta e cruel, a Quarta Cruzada capturou, saqueou, e massacrou a capital Ortodoxa Grega em 1204, retomando Jerusalém.

Dizendo que a Europa era “muito pequena para eles”, o Papa Urbano os advertiu dizendo que eram uma “raça impura”.


“A Raça Impura”


A “Terra Santa” caiu em poder dos muçulmanos em 638, e até o meio do século onze dava aos cristãos uma generosa liberdade para adorar a Cristo em Jerusalém. É estimado que mais ou menos 12 mil cristãos tenham ido a Jerusalém adorar a Cristo enquanto a cidade estava em poder dos Turcos Islâmicos. É claro que havia alguma resistência por parte dos muçulmanos, mas nunca começaram uma guerra contra os Cristãos por isso.

 Essa “raça impura”, como o Papa Urbano os chamava, e a sociedade islâmica em geral, deu muitos sinais de ser menos “alienados” do que seus inimigos cristãos, e podemos ver isso por como eles tratavam uns aos outros e aos seus inimigos.

Will Durant, em seu livro chamado “The Age of Faith, The Story of Civilization” diz que os Muçulmanos eram mais misericordiosos que os Cristãos, que eles mantinham suas palavras mais freqüentemente que os cristãos, e mostravam mais misericórdia com os derrotados nas batalhas.  Por cinco séculos, de 700 a 1200, o Islamismo dominava o mundo em poder, ordem, governo, boas maneiras, qualidade de vida, tolerância religiosa, literatura, ciência, medicina e filosofia.

Quando Saladin (Saladino), o famoso líder Islâmico, recapturou Jerusalém dos Cristãos em 1187 (Após a Segunda Cruzada), ele dificilmente poderia levar alguma culpa por agir em Vingança. Quando os Cristãos se renderam, Saladino mostrou o que os Cristãos não mostravam; Misericórdia.

Assim que os Cristãos se renderam, a matança acabou. Os sobreviventes foram soltos e puderam voltar para suas terras, e os mais pobres eram transportados por conta de Saladino.

Agora uma pergunta um pouco difícil de ser respondida, Quem você acha que vai ter um julgamento melhor no dia do trono branco (Apocalipse 20)?  Os soldados cristãos? Ou o muçulmano Saladino?

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mateus 5:7)

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. (Tiago 2:13)


Guerra justa?

De acordo com os ensinamentos de Agostinho, o grande teólogo católico, as cruzadas eram uma guerra “justa”, porque eram desprovidas do “mal que existe nas guerras”, que ele dizia ser “amor pela violência, crueldade, vingança, ganância pelo poder, etc.”( Augustine, "Against Faustaus, the Manichaean," Book XXII, Par. 74)


Mas ao contrario disso, a historia nos mostra que as Cruzadas eram exatamente assim. Mas elas eram consideradas “justas” pela razão mais fundamental de todas: Que eles eram guiados pela vontade de Deus!


Aqui as próprias palavras de Agostinho de Hipona:


“O homem não pode ser culpado na guerra se carrega a autoridade de Deus, porque todos que servem a ele sabem que ele nunca iria requerer o que é errado” (Augustine, "Against Faustaus, the Manichaean," Bk XXII, Par. 75)


E quem melhor para declarar que uma guerra é “Justa” do que o próprio Papa, o vigário de Cristo na Terra?


A mais de 900 anos atrás, depois que o Papa Urbano II prometeu as soldados das Cruzadas a “remissão dos seus pecados” e “a certeza de uma gloria imperecível no Reino dos céus” para que eles entrassem em guerra, todos eles tinham a certeza que isso era “a vontade de Deus”.

Vontade de Deus?

Mais uma vez, seria a vontade de Deus o massacre de Pagãos e não Cristãos? Acredito que a maioria hoje responderia que não.

Mas na história do Cristianismo matar não cristãos em uma “guerra santa” não imputava culpa nenhuma para a pessoa, pelo contrário, imputava mérito.



A doutrina de Agostinho de Hipona sobre a guerra, e perseguição de heréticos e não cristãos levou a uma crença de que pela espada chegaríamos a alcançar a causa de Jesus e seu Reino.



Mas o que fazia os ensinamentos de Agostinho ainda mais corruptos era a associação em sua mente entre “a guerra com ordem divina” e a tentativa de converter os pagãos e matar os heréticos. A violência não era apenas justificada, mas era um mérito quando praticada contra aqueles com outras crenças religiosas.



A Igreja na “Dark age” seguia os ensinamentos de Agostinho. Leo IV dizia que todos que morressem em batalha defendendo a Igreja receberiam uma porção no paraíso; João VIII ensinava que essas pessoas além disso seriam Mártires. (P. Johnson, A History of Christianity, Atheneum, New York, 1976, p. 242. Leo IV reigned as pope from AD 847-855 and John VIII from AD 872-882. And later, of course, Urban II promised them heaven.)

Pior que um não Crente?

De acordo com o Novo Testamento, é possível ser pior que um não Crente.

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel. (1 Timóteo 5:8)

O Papa Urbano II enviou as Cruzadas para “resgatar” a cidade Santa das mãos dos infiéis com essas memoráveis palavras:

“Jerusalém é centro da Terra, essa terra é mais fértil que todas as outras, como um paraíso. Nesse lugar o Redentor da humanidade fez muitas coisas ilustres, consagrou a sua paixão, foi redimido pela sua morte, e glorificado na ressurreição” ("Pope Urban's Clermont Address," as recorded by Robert the Monk, in Encarta 2000 Encyclopedia)


Mas a história nos mostra que neste mesmo lugar, aconteceu a maior vergonha para o Cristianismo, o que eles chamavam de “guerra justa”. Mas contrariando as palavras do seu salvador, eles não mostraram misericórdia.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mateus 5:7)

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. (Tiago 2:13)

Então como eles escaparão do justo julgamento de Deus?


Gloria Imperecível


Imperecível significa uma coisa que nunca perece, que dura pra sempre.


E foi isso que o Papa prometeu aos Cruzados (como eram chamados os soldados cristãos), a remissão dos seus pecados e uma gloria imperecível.


Já se passaram muitos séculos desde as cruzadas, mas até hoje os muçulmanos odeiam os cristãos por causa disso. O sangue derramado naquela época pode ser lavado algum dia pela igreja? A mesma igreja e o mesmo Papa que perdoou os cruzados dos seus pecados asseguravam uma gloria imperecível para eles.


As cruzadas foram um massacre contra os “infiéis”, sem nenhuma misericórdia eles matavam todos que não eram cristãos. Mas o pior ainda está por vir.


Steve Runciman, um historiador das cruzadas, escreveu:


  " The harm done by the Crusades to Islam was small in comparison with that done by them [the Crusaders] to Eastern Christendom."


Traduzindo “A maldade feita pelos Cruzados ao islã foi pequena em comparação com o que eles fizeram aos Cristãos orientais” (From the conclusion to Steven Runciman (1954), A History of the Crusades: Volume III: The Kingdom of Acre and the Later Crusades (Cambridge: Cambridge University Press: 0521347726)


A Quarta Cruzada foi muito além de capturar a saquear a Capital Oriental da Constantinopla, onde a igreja e o povo, embora cristãos, não estavam sob a autoridade do Papa.


O império Bizantino nunca mais se recuperou dessa “paulada”, onde mais tarde alienou as divisões Orientais e Ocidentais do Cristianismo, que se encontravam divididas por não concordarem com alguns dogmas da igreja Romana (adoração a Santos, cobrança de indulgencias, etc.), os Católicos do Oriente tinham a Igreja Ortodoxa que não estava sobre o domínio do Papa.


Max Dimont, em seu livro “The Indestructible Jews”, diz que os cristãos orientais sofreram nas mãos dos seus irmãos ocidentais mais que os judeus. (M. Dimont, The Indestructible Jew (Signet reprint of the New American Library hardcover edition, 1973), p. 272-275)


Dimont lista em detalhes o caminho sangrento que os cruzados deixaram na Europa enquanto marchavam pelo continente lutando, saqueando, matando e morrendo pelas mãos dos próprios cristãos.


 “For instance, of the 600,000 men who began the First Crusade, 25,000 remained alive three years later to capture and slaughter the inhabitants of Jerusalem. "The rest had perished of disease and hunger, or had died gruesome deaths in revengeful uprisings by the Christian populations whose lands the rapacious Christians had traversed." ( Dimont , p. 273-274)


Traduzindo “Para constar, dos 600,000 homens que começaram a primeira cruzada, 25,000 estavam vivos três anos depois para capturar e abater os habitantes de Jerusalém. O resto tinha morrido por doenças e fome, ou morreram pelas mãos dos cristãos que tiveram suas terras tomadas”(Dimont, p.273-274)


Ele escreve que a Cruzada Albigense, foi  a mais “repreensiva” de todas, onde 99% dos “alvos” foram eliminados, perto de 1 milhão de pessoas, em um holocausto mais devastador para os albigenses (Conhecidos como Cátares) do que o Holocausto nazista para os Judeus.   


Geralmente é aceito pela maioria dos estudiosos que o catarismo surgiu em meados de 1143, quando surgiram os primeiros relatos de um grupo defendendo crenças similares em Colónia pela clérigo Eberwin de Steinfeld,[4] o catarismo acreditava no dualismo, professando a existência de um deus do Bem e outro do Mal, Cristo seria o deus do bem enviado para salvar as almas humanas, após a morte as almas boas iriam para o céu, enquanto as más iriam praticar metempsicose.[5] Os cátaros eram especialmente numerosos em Occitânia (sul da atual França),[6] e sua liderança era protegida por nobres poderosos,[7] e também por alguns bispos, que se ressentiam da autoridade papal em suas dioceses. Em 1178 Henri de Marcy, legado do papa, qualificou as populações de implantação cátara com a alcunha em latim de sedes Satanae, sedes de Satã.[8]


Quando as tentativas diplomáticas do Papa Inocêncio III para reverter o catarismo falharam[9], mais proeminentemente o suposto assassinato do legado papal Pierre de Castelnau, Inocêncio III declarou uma cruzada contra o Languedoc em 1208. A Inquisição foi criada em 1229 para erradicar os cátaros remanescentes, operando no sul de Toulouse, Albi, Carcassonne e outras cidades durante todo o século XIII, e uma grande parte do século XIV, extirpando definitivamente o movimento.[10] (Wikipédia)


O Historiador Steve Runciman escreve que as cruzadas eram “um trágico e destrutivo episódio” onde:


There was so much courage and so little honor, so much devotion and so little understanding. High ideals were besmirched by cruelty and greed, enterprise and endurance by a blind and narrow self-righteousness; and the Holy War itself was nothing more than a long act of intolerance in the name of God, which in itself is a sin against the Holy Ghost.


Traduzindo, “Existia muita coragem e muita pouca honra, muita devoção e muito pouco entendimento. Altos ideais eram denegridos por crueldade e ganância, as tropas e a resistência por um cega e estreita certeza centrada em si mesmo; a e guerra santa por si só não era nada mais que um ato de intolerância em nome de Deus, que por si só pecava contra o Espírito Santo” (S. Runciman , quoted in J. Riley-Smith, "The Crusading Movement and Historians," in The Oxford Illustrated History of the Crusades , p. 6.)


Então as Cruzadas foram a vontade de Deus ou do Diabo?


Podemos conhecer a arvore pelos seus frutos não é verdade?


Essas evidencias demandam um veredicto da Epistola de Tiago sobre essas guerras, as Cruzadas.

De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres. (Tiago 4:1-3)

E o versículo 4 deixa bem claro a quem isso se aplica, a todos nós...

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. (Tiago 4:4)

Agora estamos quase chegando na Inquisição, mas para entender bem a inquisição primeiro temos que entender o que aconteceu com os Cátares, o que a igreja fez com eles, e ai sim chegaremos na Inquisição, e depois da Inquisição o início da reforma protestante, e as conseqüências de todos esses eventos até os dias de hoje.